A prisão de um professor universitário por tráfico de drogas surpreendeu moradores de Araguaína na tarde desta segunda-feira (23/02). O docente, de 35 anos, foi flagrado com aproximadamente 10 quilos de entorpecentes armazenados dentro da própria residência, que, segundo a investigação, funcionava como ponto de abastecimento para o tráfico na cidade.
A ação foi deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da 2ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc – Araguaína), após intenso trabalho investigativo que reuniu fortes indícios de que o professor estaria envolvido com a comercialização de drogas no município. As apurações apontaram que o suspeito utilizava o imóvel, localizado no Setor Morada do Sol III, como base para armazenamento e posterior distribuição dos entorpecentes a outros traficantes.
Coordenada pelo delegado-chefe da 2ª Denarc, José Anchieta de Menezes Filho, a operação resultou na prisão em flagrante de Francisco Leonardo da Costa Lima. Conforme a autoridade policial, a residência funcionava como ponto estratégico para guardar grandes quantidades de droga que seriam fracionadas e repassadas na cidade.
Durante as diligências no imóvel, os policiais civis localizaram e apreenderam tabletes de maconha e porções de skunk — variedade conhecida pelo maior potencial psicoativo — totalizando cerca de 10 quilos de substâncias ilícitas.
“Após intenso trabalho investigativo, as equipes reuniram elementos consistentes de que o indivíduo utilizava a própria residência como base logística do tráfico, tanto para armazenamento quanto para distribuição”, destacou o delegado.
O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e conduzido à 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Araguaína, para os procedimentos legais cabíveis. Em seguida, foi encaminhado à Unidade Penal Regional de Araguaína, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
De acordo com o delegado Anchieta, a ação desarticulou um ponto relevante de armazenamento e distribuição de drogas na região norte do Estado. “Com mais esta ação qualificada, conseguimos interromper uma cadeia de abastecimento que alimentava o tráfico local, contribuindo diretamente para a redução da criminalidade e o fortalecimento da segurança da população”, concluiu.

