Ordem para volta dos atendimentos
A Justiça também determinou a intimação, em caráter de urgência, do Sindicato dos Hospitais e de toda a rede privada credenciada. Pela ordem judicial, os estabelecimentos deverão manter ou restabelecer integralmente os atendimentos aos usuários do Servir, sem suspender, restringir ou recusar serviços sob a justificativa de atraso nos pagamentos pelo Estado.
- Consultas médicas;
- Exames diagnósticos e laboratoriais;
- Internações;
- Cirurgias eletivas e de\ urgência.
Em caso de descumprimento, os responsáveis poderão sofrer medidas sancionatórias e responder civil e administrativamente.
Na decisão, o juiz destacou que o plano atende mais de 80 mil servidores públicos e dependentes, que contribuem mensalmente com descontos em folha de pagamento. Para o magistrado, esses beneficiários não podem ter o direito à saúde prejudicado em razão de impasses financeiros entre o Estado e as empresas credenciadas.
A Defensoria Pública havia solicitado a aplicação imediata de uma multa diária de R$ 100 mil contra o Estado, limitada a R$ 3 milhões. O juiz, entretanto, indeferiu a execução da penalidade neste momento, sob o argumento de que o bloqueio de recursos públicos é uma medida mais direta e eficaz para garantir o pagamento dos prestadores e a continuidade dos atendimentos.
Paralisação dos serviços
Representantes do Sindesto, do Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed-TO) e da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas (Coopanest) anunciaram a suspensão por tempo indeterminado de novos atendimentos eletivos a partir desta quinta (5).
As entidades afirmaram que o Estado acumulou uma dívida de cerca de R$ 274 milhões ao longo de cinco meses, envolvendo cerca de 60 empresas prestadoras que atendem tanto o Servir quanto a rede complementar do SUS. Segundo apuração da TV Anhanguera, os estabelecimentos realizam, juntos, cerca de 45 mil atendimentos mensais.
Antes da decisão judicial, as Secretarias de Estado da Saúde (SES-TO) e da Administração (Secad) informaram em nota que não haviam sido comunicadas oficialmente sobre a suspensão e que trabalhavam na regularização dos repasses acordados com a rede credenciada.
A gestão estadual também ressaltou que os contratos do Servir exigem comunicação prévia de 15 dias antes de eventuais interrupções no serviço.