Potencial mineral e demanda por profissionaisO Tocantins possui potencial mineral expressivo e tem registrado crescimento nas atividades de pesquisa, prospecção e exploração de recursos naturais. Esse cenário amplia a necessidade de profissionais qualificados para atuar em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o apoio às atividades de campo até o acompanhamento técnico dos processos de extração e beneficiamento de minérios.Durante visitas institucionais realizadas pela Ameto às empresas instaladas no estado, foi identificada uma dificuldade recorrente na contratação de mão de obra técnica especializada formada localmente. Segundo representantes do setor, grande parte dos profissionais qualificados atualmente vem de outros estados, o que eleva custos operacionais e dificulta a permanência desses trabalhadores na região.A criação do curso técnico surge, portanto, como resposta a essa demanda e busca fortalecer a qualificação profissional no Tocantins.
Formação voltada ao mercado
O reitor do IFTO, Antônio da Luz Júnior, explicou que o curso é resultado de um trabalho conjunto iniciado há cerca de três anos entre as instituições. “Identificamos que não havia formação no setor público na área de mineração no Tocantins, nem em nível técnico nem superior, o que se tornava um gargalo para a expansão do setor. A partir dessa demanda apresentada pela Ameto, estruturamos uma proposta de formação alinhada às necessidades das empresas”, destacou.
O reitor destacou ainda que o curso foi planejado para integrar formação teórica e prática, aproximando os estudantes da realidade do mercado de trabalho. “A parte teórica será ofertada pelo IFTO e a parte prática ocorrerá dentro das empresas parceiras, ampliando as possibilidades de inserção dos estudantes no setor mineral”, ressaltou.
Parceria com o setor produtivo
Representando o setor produtivo, o empresário Rubens Malaquias Amaral, da mineradora Pedreira Gramprata, em Palmas, destacou a importância da qualificação profissional para o crescimento da atividade mineral no estado. “A capacitação da mão de obra é fundamental para o setor. Quando temos profissionais qualificados, as empresas ganham em produtividade e toda a cadeia produtiva se fortalece”, afirmou.
Segundo Rubens Malaquias, o Tocantins possui grande potencial mineral ainda pouco explorado, e a formação técnica irá contribuir para ampliar o desenvolvimento do setor. “Com a união entre empresas, instituições de ensino e poder público, o estado tem condições de avançar nesse segmento, gerando emprego e renda para a população”, destacou.
Sobre o curso
O curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas. Das 420 vagas, metade será destinada a indicações de empresas parceiras e a outra metade será disponibilizada à comunidade por meio de edital público.
A estrutura formativa está organizada em três módulos de qualificação profissional: Operador de Mina, Amostrador e Beneficiador de Minérios, e Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineração
O modelo permite que os estudantes desenvolvam competências alinhadas às demandas do setor produtivo e fortaleçam a cadeia mineral no Tocantins.
Com a iniciativa, o Estado avança na formação de profissionais especializados e amplia as oportunidades de qualificação e emprego em um setor que vem ganhando relevância na economia tocantinense.

