Em novos depoimentos, Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai de Gustavo Veloso, de 3 anos, confessou que espancou o filho antes da morte. A madrasta, Kathellen Moreira da Silva, relatou momentos de tensão em seu depoimento.

Os dois estão presos e foram indiciados em 28 de setembro. Recentemente, os dois viraram réus após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO).

O crime aconteceu no dia 2 de agosto de 2026, na casa de Igor, pai da vítima. A criança foi encontrada com marcas de agressões físicas e sinais de violência sexual. Igor Veloso de Sousa é acusado dos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Kathellen Moreira da Silva responde por vicaricídio, por omissão diante das agressões praticadas contra o enteado, e fraude processual.

Em depoimento de cerca de duas horas, Igor confessou que espancou o menino na área da casa. Ele contou que se irritou ao encontrar a criança na piscina sem autorização, onde, segundo ele, o menino quase se afogou.

“Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga. Então, por aquela questão da barriga dele ser grande, ele já tinha problemas, não tenho dúvidas. Então, ali eu acho que houve aquele problema no intestino. Então, eu o chutei.”

A mãe do menino vivia uma disputa judicial com Igor Veloso. De acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), a criança morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por lesões graves em várias partes do corpo. O exame identificou hematomas na cabeça e no intestino, além de laceração anal. Segundo o laudo dos legistas, houve violência sexual, mas Igor nega ter cometido esse tipo de violência.

“Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz.”

A defesa de Igor Veloso afirmou que tudo será esclarecido nos autos. A defesa de Kathellen Moreira foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.