O custo da cesta básica em Palmas registrou nova retração no mês de maio, reforçando uma tendência de alívio no orçamento das famílias. Segundo levantamento do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE), do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), a deflação acumulada no período foi de 1,04%. Trata-se da segunda queda consecutiva no indicador, em um movimento que aponta para a desaceleração da inflação dos alimentos essenciais na capital tocantinense.
Com a redução, o salário mínimo necessário para manter uma família de quatro pessoas caiu para R$ 6.078,80. A jornada de trabalho estimada para cobrir o custo da cesta também recuou: passou de 115 horas e 12 minutos para 114 horas exatas.
Entre os itens com queda de preço, os destaques foram a banana e o café, além de arroz, feijão, leite e óleo de soja, que puxaram o índice para baixo.
Entretanto, mesmo com a deflação, alguns produtos registraram alta, como o açúcar (+2%), a margarina (+2,7%) e o tomate (+1,6%).
A pesquisa do NAEPE é aplicada mensalmente em comércios da capital. O levantamento é considerado um dos mais relevantes para avaliar os impactos da inflação alimentar em Palmas. O estudo é realizado pelo NAEPE, com apoio do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).

